HomeFront - Review
Desenvolvido pela Kaos Studios
Iniciou seu trabalho logo apos a conclusão de Frontlines: Fuel of War, essa pequena desenvolvedora,
adquirida pela grande THQ, prometeu uma nova experiência de combate, trazendo a batalha para o coração da America do Norte.
Seguindo uma historia fictícia, onde apos o falecimento do (maluco) Kin Jong-II, seu filho parte para uma missão de expansão da Coréia do Norte, agregando a Coréia do Sul, Japão e outros países. Apos o lançamento de um satélite suspeito, é lançada uma massiva onda EMP sobre os Estados Unidos, deixando o pais num caos total, e vulnerável a uma invasão coreana. Apos desmantelar o exercito americano, e conseguir tomar algumas cidades, depende da revolução ajudar o exercito a se reorganizar e tomar de volta a sua terra querida.
Se você está ouvindo essa mensagem, você faz parte da revolução.
O game chega sem muitas promessas, apesar da forte propaganda feita pela THQ, o game não recebeu muita atenção ao ser lançado. Acreditava-se que o game seria apenas mais um shooter genérico no mar de FPS que inunda o mercado. Infelizmente, eles estavam certos.
O Inicio...
A historia do game empolga, muito bem construída, e por incrível que pareça, não está “americanizada” ao extremo, e é bem fácil de digerir a mesma, um ponto positivo é o clima que o jogo transmite, realmente passando a impressão sobre as pessoas que acima de tudo que ocorre, tenta sobreviver ao dia a dia. Você pode falar com algumas pessoas nos cenários, com alguns diálogos ate descontraídos. Mas, se o game caprichou nesses detalhes, se esqueceu totalmente sobre os personagens da guerrilha. Em nenhum momento é dito ou mostrado algo referente ao passado de seus companheiros, e até mesmo de seu personagem, o Marine Robert Jacobs, que sabe pilotar helicóptero. Sim, isso é tudo que você sabe sobre seu personagem. Pena.
Ambientes inovadores
O Gameplay é sólido, mas nem tenho como estender esse pedaço, pois esse game se comporta exatamente como seus concorrentes, a mecânica do jogo funciona, existe acesso a alguns veículos em determinadas missões, como um helicóptero, e um veiculo chamado Golliath, que manda mísseis em lugares demarcados pelo jogador, que acompanha o mesmo a pé.A variedade de armas e equipamentos satisfaz, mas o estranho é não ter uma AK no jogo inteiro, sendo que a suas variantes são as armas padrões do exercito Coreano. Afinal de contas, um soldado coreano usando uma M4, é igual um dançarino Brasileiro ir representar o pais num campeonato mundial, e escolher o Tango como estilo.Existem alguns defeitos, como alguns obstáculos invisíveis, e barreiras invisíveis também, sem contar o fato que o game não te deixa progredir caso você tente executar uma tarefa antes da IA, por exemplo, determinada hora você tem que passar por um buraco, e tem que esperar todos os membros do seu time passar, pois se você tentar “furar a fila”, você não consegue atravessar, e não deixa ninguém atravessar. Itens faltantes podemos citar como pistolas, só existe a M9 no jogo inteiro, e seus tiros não penetrarem superfícies finas, como madeiras, portas, etc. Etc. Ponto fortíssimo do game é sem duvida o som, o barulho dos veículos é bem realista, e cada arma tem um barulho distinto e bem trabalhado, pois você consegue até saber pelo som da arma do inimigo, qual ele está carregando, e já marcar em qual defunto você vai fazer compras no final da batalha.
Graficamente o game é aceitável, mas infelizmente está abaixo do nível dos seus concorrentes. Enquanto o cenário parece realista e bem construído, a modelagem dos personagens é muito abaixo no nível do game, mas nada que tire a diversão.
Missões
Falando em diversão, está ai um item que irá decepcionar a galera em geral, pois no modo normal, levei 4hs40min para completar todo o modo historia. O game possui alguns recortes de jornais espalhados nas telas para o jogador recolher, mas mesmo com esse exame minuncioso, o game não deve exceder 6 horas de gameplay.
Multiplayer
Felizmente o game conta com um modo multiplayer, mas infelizmente, também temos aqui o mais do mesmo. Dentre os modos oferecidos para até 16 jogadores, estão inclusos os padrões Team DeathMatch e Ground Capture. Interessante nesse modo, é o incentivo ao trabalho em equipe, pois é usado no jogo um sistema de Battle Points, que você recebe por eliminar inimigos e cumprir objetivos, permitindo usar esses pontos durante o game, para comprar coletes, acessórios para armas, e até veículos para usar na batalha.
Num resumo final, Homefront é mais do mesmo, com uma historia tão curta que irá deixar nervoso os seus compradores que não jogam online, mas é um pacote interessante pra quem quer tirar uma folguinha de COD ou BF. Apesar do game não ser nenhum divisor de águas, e nem trazer nenhum tipo de novidade cativante, o game funciona, tem uma historia interessante, e grandes chances de ter uma continuação num futuro próximo.
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